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Mostrando postagens de março, 2026

Mapeando causas da implementação instrumental das tecnologias digitais

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A partir das leituras de Koehler, Mishra e Cain (2013), Puentedura (2010), Siemens (2005), Laurillard (2002), Pimentel (2013), Pimentel e Carvalho (2020) e Lévy (1999), foi possível aprofundar a discussão sobre o tópico “implementação instrumental das tecnologias digitais”. Em linhas gerais, essa tópico se refere ao uso das tecnologias apenas como suporte para disponibilizar arquivos, slides ou vídeos, sem que isso provoque mudanças reais nas práticas pedagógicas ou na forma como a aprendizagem é concebida. Quando isso acontece, o que se vê é a reprodução de um ensino ainda muito centrado na transmissão de conteúdos, mantendo os estudantes em uma posição mais passiva e reduzindo a tecnologia a uma função meramente técnica. Nesse debate, os modelos TPACK e SAMR ajudam a mostrar que uma integração mais significativa das tecnologias exige mais do que domínio de ferramentas. Ela pressupõe articulação entre conhecimento do conteúdo, das estratégias pedagógicas e das possibilidades tecnológ...

Debates que provocam, autores que inquietam, caminhos que se redesenham

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  Na aula da semana, seguimos com a discussão do Problema 3 -  Informatização da sociedade e novos paradigmas sociais na educação (3ª parte), proposto pelos colegas Bruno e Elinildo. Foi um momento de troca e socialização das reflexões, especialmente depois das leituras que realizamos para a construção do Podcast. Percebi que, desta vez, estávamos mais seguros para responder às questões do PBL, o que deixou o debate mais fluido, mais consistente e também mais profundo. Aos poucos, fomos compreendendo que a informatização da sociedade não altera apenas as ferramentas que usamos, mas também transforma os modos de comunicar, ensinar, aprender e produzir conhecimento. Também ficou ainda mais evidente que a presença das tecnologias na educação, por si só, não significa inovação pedagógica, já que tudo depende da forma como essas tecnologias são apropriadas, mediadas e problematizadas no contexto educativo. Além disso, ampliamos o olhar para os impactos da inteligência artificial, ...

Educação em Rede: Possibilidades e Tensões na Sociedade Digital

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Após analisar a imagem disponibilizada pelo Prof. Fernando Pimentel e refletir sobre os textos compartilhados pelos colegas Bruno e Elenildo para o PBL e as atividades da semana, utilizei uma ferramenta de IA generativa para transformar essas ideias em uma nova imagem. E o resultado foi esse abaixo. A imagem conseguiu traduzir o momento que estamos vivendo na educação. Ela mostra como a informatização da sociedade vem mudando não só as ferramentas que usamos, mas principalmente a forma como ensinamos e aprendemos. Hoje, o conhecimento não circula mais de forma linear, de professor para aluno. Ele acontece em rede, de forma colaborativa, muito próximo do que Lévy chama de inteligência coletiva. Mas o que mais me chamou atenção é que a imagem não mostra só um cenário positivo. Ela também provoca. Faz a gente pensar: até que ponto toda essa tecnologia realmente amplia a autonomia dos estudantes e dos professores? E até que ponto ela pode gerar dependência ou até mesmo um certo contr...

Podcast - Da sala de aula à sociedade em rede: uma travessia sobre aprender hoje (Episódio 01)

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  Neste primeiro episódio do podcast, irei abordar as transformações provocadas pela informatização da sociedade e seus impactos na educação. A partir de uma experiência real em sala de aula, discuti como o uso de tecnologias digitais e da inteligência artificial tem influenciado as formas de ensinar e aprender. Também dialoguei com conceitos como sociedade em rede, inteligência coletiva e conectivismo para compreender esse cenário. Além disso, refleto sobre o papel do professor diante dessas mudanças e os limites da simples inserção de tecnologia no ensino.  O episódio também problematiza o uso de dados na educação, a chamada dataficação e os desafios éticos envolvidos. Por fim, deixei uma reflexão central: estamos transformando a aprendizagem ou apenas digitalizando práticas tradicionais? E, diante disso, que tipo de educação queremos construir? Link para o episódio 01 -  Da sala de aula à sociedade em rede: uma travessia sobre aprender hoje: https://open.spotify.com/ep...

Relato de aula – Tecnologias Educacionais e Inovação educacional

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Na aula de ontem tivemos a oportunidade de conversar e refletir mais profundamente sobre as diferenças entre  TIC, TDIC e TD . De forma bem direta, entendi que as  TIC  envolvem diferentes meios de comunicação e acesso à informação; as  TDIC  estão mais relacionadas ao uso dessas tecnologias em ambientes digitais conectados, especialmente pela internet; e as  TD  dizem respeito, de maneira mais ampla, às tecnologias digitais que fazem parte do nosso cotidiano. A cada aula que passa, fica mais claro para mim que a proposta da disciplina não é apenas discutir tecnologia, mas nos provocar a pensar sobre como aprendemos e como queremos ensinar, principalmente olhando para a construção da nossa tese. Ao mesmo tempo, também percebo o quanto ainda preciso me aprofundar em algumas temáticas para ter mais segurança nessas escolhas. Durante a aula, tivemos mais um momento de PBL, que foi muito rico. Aprender nesse formato, lendo, debatendo e ouvindo dif...

Infographic: Educational Innovation and Digital Technologies in Higher Education

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  Infographic -  Educational Innovation and Digital Technologies in Higher Education O problema 2 proposto nesta semana na disciplina abordava o tema Inovação Educacional e Tecnologias Digitais . A partir desse desafio, fomos convidados a retomar nossas anotações de aula e aprofundar as leituras disponibilizadas pelo professor Fernando em seu blog. Entre os textos indicados para leitura e aprofundamento estavam estudos de autores como Pimentel (2023), Campos e Blikstein (2019), Masetto (s.d.), Gikandi, Baker e Avsei (2011) e Al-Harthi (2023) , que discutem diferentes perspectivas sobre inovação educacional, tecnologias digitais e transformações nas práticas de ensino. Esse movimento de revisão e estudo permitiu ampliar a reflexão sobre o papel das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem, especialmente no contexto da educação superior. A leitura e análise dos textos propostos mostram que o debate sobre inovação educacional e tecnologias digitais tem ganha...

Experimentando a PBL em sala: uma experiência na disciplina de Empreendedorismo Digital

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Após a aula da última segunda-feira na disciplina  Tecnologias Digitais em Ensino , fiquei refletindo sobre a forma como o professor Fernando conduz a metodologia  PBL)  m sala. A maneira como os problemas são apresentados e discutidos em grupo provoca um movimento interessante de construção coletiva do conhecimento. Inspirado por essa dinâmica, resolvi dedicar um tempo ao longo da semana para aprofundar um pouco mais meus estudos sobre a metodologia. Fiz a busca de alguns trabalhos que discutem o uso da PBL na educação profissional e na formação empreendedora, como o estudo de Rodrigues (2016), que analisa a aplicação da metodologia em cursos técnicos, e o artigo de Gomes, Paiva Júnior e Silva (2025), que aborda a integração da aprendizagem baseada em problemas com outras metodologias ativas no ensino de empreendedorismo. Também consultei um material disponibilizado pelo professor durante a disciplina, elaborado pela Universidade Estadual de Londrina, que apresenta o...

PBL, tecnologias e reflexões de sala

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A segunda aula da disciplina  Tecnologias Digitais em Ensino  me deixou bastante pensativo. Principalmente sobre como posso aperfeiçoar a forma como já utilizo a metodologia PBL nas minhas aulas no IFAL, a partir da maneira como o Professor Fernando conduz essa abordagem na disciplina. Um dos momentos que mais gosto nessa disciplina é justamente a conversa com os colegas. Sempre saio dessas discussões com novas ideias na cabeça. Escutar os comentários, as referências que cada um traz e as experiências compartilhadas mostra o quanto esse espaço de troca é rico. É aquele tipo de momento em que a gente percebe que aprender também é construir conhecimento junto. Nesta semana, discutimos um novo problema: a diferença entre digitalizar o ensino e realmente inovar pedagogicamente . O caso apresentado falava de uma universidade pública que investiu bastante em infraestrutura tecnológica. Entre as ações estavam a ampliação da rede sem fio no campus, a adoção de plataformas edu...

Conexões conceituais entre tecnologia, cultura digital e Educação Profissional e Tecnológica.

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Olá pessoal! Com o objetivo de organizar visualmente os principais conceitos discutidos nos textos estudados e abordados em sala de aula e compreender como eles se relacionam com o campo do meu projeto de tese, passei esses dias elaborando um mapa conceitual.  Para a construção do mapa, utilizei o software CmapTools , ferramenta bastante conhecida para esse tipo de representação.  O mapa foi organizado a partir de uma pergunta focal , que orientou toda a estrutura da representação: compreender como a cultura digital e o conceito crítico de tecnologia podem contribuir para práticas pedagógicas mediadas por tecnologias na Educação Profissional e Tecnológica.  O mapa estabeleceu conexões entre os campos conceituais e permitiu visualizar como conceitos como cultura digital e TDIC, discutidos nos textos analisados, se relacionam entre si e contribuem para refletir sobre o papel das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem na Educação Profissional e Tecnológi...

Primeiro esvaziar o copo, depois definir Tecnologia

Minha jornada como estudante e pesquisador do Doutorado na disciplina de Tecnologias Digitais em Ensino teve início hoje. Confesso que eu estava com grande expectativa, tanto pela temática da disciplina quanto pela condução do Prof. Dr. Fernando Pimentel. Iniciamos com uma dinâmica simples, onde ouvimos sobre os projetos de pesquisa dos colegas, suas formações e sobre o que desejam alcançar com a disciplina. Em seguida, o professor nos colocou em movimento: “todos de pé”, “formem grupos”, “troquem contatos”, “tirem fotos”, “compartilhem uma curiosidade”. Achei aquele momento muito maior do que "quebrar o gelo", a proposta parecia querer mudar nossa postura passiva (de primeira aula) e nos inserir em uma lógica de rede e colaboração. Foi ótimo! Depois disso, ele nos apresentou a Parábola do Copo Vazio, para mostrar que podemos ser estudantes dispostos a esvaziar certezas. Não importa a bagagem acumulada ou as experiências, se o copo está cheio, nada novo cabe. A mais pura ver...