PBL, tecnologias e reflexões de sala
A
segunda aula da disciplina Tecnologias Digitais em Ensino me
deixou bastante pensativo. Principalmente sobre como posso aperfeiçoar a
forma como já utilizo a metodologia PBL nas minhas aulas no IFAL, a partir da
maneira como o Professor Fernando conduz essa abordagem na disciplina.
Um
dos momentos que mais gosto nessa disciplina é justamente a conversa com os
colegas. Sempre saio dessas discussões com novas ideias na cabeça. Escutar os
comentários, as referências que cada um traz e as experiências compartilhadas
mostra o quanto esse espaço de troca é rico. É aquele tipo de momento em que a
gente percebe que aprender também é construir conhecimento junto.
Nesta
semana, discutimos um novo problema: a diferença entre digitalizar o ensino
e realmente inovar pedagogicamente.
O
caso apresentado falava de uma universidade pública que investiu bastante em
infraestrutura tecnológica. Entre as ações estavam a ampliação da rede sem fio
no campus, a adoção de plataformas educacionais, o incentivo ao uso de
ambientes virtuais de aprendizagem e o financiamento de projetos que
utilizassem recursos digitais nas disciplinas.
Durante
a conversa no grupo, chegamos a uma percepção interessante: a universidade
realmente fez um investimento importante em tecnologia, mas isso não
significou, necessariamente, uma transformação nas práticas pedagógicas.
Também
percebemos que dentro da própria universidade existiam visões muito
diferentes sobre o que é inovação educacional.
Alguns professores entendem que a tecnologia está sendo usada apenas para continuar fazendo as mesmas coisas de antes, só que agora em formato digital , como disponibilizar PDFs ou aplicar provas online. Os estudantes, por sua vez, reconhecem que as tecnologias trouxeram mais praticidade, mas muitos não percebem mudanças significativas na forma como aprendem. Já parte da gestão institucional acredita que o aumento do uso das tecnologias já é suficiente para considerar que a universidade está inovando. Por outro lado, pesquisadores da área da educação defendem que inovação educacional vai muito além da tecnologia. Envolve mudanças nas metodologias, nas formas de interação em sala de aula e até na organização das disciplinas.
Saí
dessa aula com muitas reflexões. Tenho anotado bastante coisa e tentando
conectar essas discussões com o que venho estudando para o doutorado.
Inclusive, nesta semana aproveitei para atualizar meu banco de artigos para a
construção da tese.
A cada aula, novas perguntas aparecem. E, de certa forma, isso também faz parte do processo de aprender.


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