Acolhimento, partilhas e aprendizagens
A aula desta semana começou de um jeito muito especial. Antes mesmo de entrarmos propriamente nos conteúdos da disciplina, tivemos um momento de conversa e reflexão sobre a Páscoa. Foi muito bom ouvir o professor e os colegas nesse início. Eu, particularmente, estava mais quieto, ainda cansado do feriado, me recuperando de uma virose e também lidando com meus filhos doentes. Então começar a aula daquela forma, mais acolhedora e sensível, me ajudou bastante a me reorganizar e entrar no ritmo.
Depois disso, seguimos conversando sobre a
nossa trajetória no doutorado, retomando aspectos da autoavaliação que fizemos.
Foi um momento importante, porque nos fez pensar no caminho que já percorremos,
nas mudanças que esse processo tem provocado em nós e em tudo o que ainda
estamos construindo enquanto doutorandos.
Em seguida, tivemos o momento do “amigo
doce”, com troca de chocolates, conversas, sorrisos e gestos de carinho. Como
sou uma pessoa mais introvertida, essas dinâmicas sempre me deixam um pouco
mais na expectativa no começo. Mas uma coisa que eu gosto muito nessa turma é
justamente a forma como tudo acontece de maneira leve e tranquila. Aos poucos,
a gente vai se sentindo à vontade, e isso também faz parte da experiência do
doutorado.
Depois voltamos aos trabalhos da
disciplina para finalizar o PBL da semana anterior. Foi muito interessante
ouvir como cada integrante da equipe construiu seu veredito, como o grupo foi
entendendo o problema e quais aprendizagens surgiram ao longo do processo. Para
além dos autores estudados, me chamou muita atenção ouvir as vivências dos
colegas em relação aos programas e experiências que analisamos durante a
semana. Quando a teoria encontra a prática vivida, a discussão ganha outra
força.
Na sequência, iniciamos o novo PBL da
semana, desta vez com o caso da professora Marina, voltado para os dispositivos
digitais no ensino-aprendizagem. No debate com o novo grupo, refletimos sobre
algo muito presente na nossa rotina: o uso dos dispositivos móveis no dia a dia
e as possibilidades de inseri-los na sala de aula de forma pedagógica.
Discutimos como esses recursos podem contribuir com a aprendizagem, mas também
reconhecemos que seu uso precisa ser intencional, planejado e crítico,
considerando tanto seus limites quanto suas potencialidades.
Essa discussão conversa muito com a minha
vivência acadêmica e profissional. Hoje, percebo cada vez mais como usamos
diferentes dispositivos para estudar, trabalhar e também para tornar as
experiências em sala de aula mais dinâmicas. Na prática, já integro esses
recursos nas minhas aulas com bastante naturalidade. Assim como o caderno e a
caneta continuam importantes, o celular também passou a fazer parte desse
cotidiano, seja em propostas individuais, seja em atividades colaborativas
mediadas por tecnologias.
Ouvir as histórias dos colegas também foi
muito rico. Esses momentos me ajudam a perceber o que posso melhorar, o que já
venho fazendo e o quanto ainda posso aprender com as experiências do outro.
Acho que essa é uma das grandes riquezas da disciplina: ela não se resume ao
conteúdo, mas também nos forma pela escuta, pela troca e pela reflexão sobre a
prática.
Foi, sem dúvida, uma excelente aula.

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