Retomadas, bilhetes e novos desafios: mais uma etapa
Depois de duas
semanas sem encontros presenciais, retornamos às aulas da disciplina Tecnologias
Digitais no Ensino. Confesso que gosto bastante desses momentos. Embora eu
seja mais introvertido do que a maioria da turma, prefiro estar ali, presente,
ouvindo, observando, participando no meu tempo e acompanhando os movimentos da
aula de perto.
O encontro
começou com um momento de dúvidas sobre a escrita do artigo final da
disciplina. Eu até tinha separado algumas questões para conversar com o
professor, principalmente porque tenho a impressão de que o artigo poderá
avançar melhor depois da aplicação do meu PBL, que, inclusive, está em
andamento neste exato momento. Mas, deixei para outro momento. Talvez seja
nesse processo de aplicação, escuta e análise que algumas ideias ganhem mais
corpo e façam mais sentido para a escrita final.
Encerrada essa
primeira conversa, o professor nos entregou um post-it e pediu que
escrevêssemos um recado para nós mesmos, pensando no caminho que percorremos
até aqui no doutorado. Escrevi o meu, entreguei e, em seguida, recebi uma
mensagem que me identifiquei: “Se desafie, você é capaz! Se aventurar em
águas desconhecidas pode ser desafiador e prazeroso.” Gostei muito de ler aquilo. A frase, de certa forma, me acalmou. Colei a mensagem em um quadro na
frente da mesa onde estudo em casa. Ela vai seguir comigo.
Depois desse
momento, retomamos o PBL 6, elaborado pelas colegas Larissa e Malu. Como
já era de se esperar depois de alguns dias sem encontro presencial, ninguém
mais lembrava exatamente quais eram as equipes... rsrsrs. Mas, aos poucos,
fomos nos reorganizando e retomando os debates sobre os dispositivos
digitais no ensino-aprendizagem. Nos debates dos grupos, a ideia que mais
apareceu foi a importância da mediação docente. Antes de pensar na ferramenta,
é preciso pensar no objetivo da aula, no caminho metodológico e na experiência
que se pretende construir com os estudantes. Celulares, tablets, aplicativos e
plataformas podem ampliar possibilidades, facilitar interações e tornar algumas
atividades mais dinâmicas (Caio explicou isso na sua entrevista), mas não fazem
isso sozinhos. A aprendizagem não acontece simplesmente porque a tecnologia foi
inserida na sala de aula.
Após o
encerramento do PBL 6, passamos a analisar os enigmas produzidos na última
postagem. Fui citado por alguns colegas e gostei muito do que li. É
interessante perceber como as nossas produções circulam, provocam leituras e
acabam gerando novas interpretações dentro da própria turma.
Em seguida, o professor Fernando iniciou a divisão das equipes para o PBL 7, agora com foco em Interfaces Digitais e Interatividade, atividade que eu e Alexsandra estamos conduzindo. Com as equipes formadas, os debates começaram. Circulamos pelos grupos, tiramos algumas dúvidas e, principalmente, ouvimos bastante as percepções dos colegas sobre o tema.
Ao final, depois de escutar as perguntas das equipes, apresentamos mais uma atividade a ser entregue na próxima aula. Vi certa tensão no rosto de alguns colegas, mas também ouvi boas sugestões para a construção do artefato. Aos poucos, a proposta foi sendo melhor compreendida e ganhando forma.
Agora seguimos
caminhando nas entregas. Criamos uma sala no Google Classroom para ampliar a
interação, compartilhar informações, organizar os materiais e manter o diálogo
com a turma. O processo ainda está em construção, mas já percebo avanço, troca
e envolvimento. A tensão inicial parece ter passado. E, como quase tudo no
doutorado, seguimos entre dúvidas, ajustes, leituras, conversas e tentativas de
transformar o desafio em aprendizagem.
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